BeerTools X BeerSmith

Salve, salve cervejeiros.

 

Pensei em escrever esse artigo para explicar para nossos alunos se questionam porque a Bräu Akademie escolheu o BeerTools. Muitos perguntam indignados: “mas por que o BeerTools? O BeerSmith é muito mais completo? Por que usar um software mais simples?”. Bem, antes de começar a elencar os pros e contras, queria dizer que a escolha do software é uma decisão pessoal. Não quero que depois de lerem esse artigo, fazer com que todos migrem para o BeerTools. A Bräu Akademie escolheu o BeerTools porque acredita ser a melhor opção, mas o mercado tem outras boas opções também. Portanto, contatamos os produtores do software para darem desconto na aquisição. Este é um dos Benefícios exclusivos que oferecemos aos nossos alunos. Favor solicitar o código promocional no nosso grupo de e-mails.

Bom, temos que comparar o software que escolhemos com o mais usado do mercado, que é o BeerSmith. Analisei as seguintes versões de cada um dos softwares: BeerSmith 2.2.12 e BeerTools 2.0.12. Escolhemos alguns itens de comparação: Cálculo de Amargor, Cálculo de Cor, Interface, Cálculo de Eficiência, Cálculos de Densidade e Álcool, Conectividade, Calculadoras e Demais Funcionalidades.

Não vamos entrar no detalhe de como se calcula  amargor, cor, densidade nem eficiência porque é um tópico mais pro nosso curso avançado. Nossa missão aqui é ajuda-los na escolha e manuseio do seu software cervejeiro.

 

 

1) Cálculo de Amargor

 

a) Preliminares

Primeiro, fui no BeerSmith, em Preferências > Amargor e escolhi o modelo de amargor Tinseth (disponível também Rager e Garetz), porém escolhi o Tinseth que é o mais conhecido.

Usei como parâmetro: 40g de lúpulo de 13% de alfa-ácido em 20L de mosto com OG de 1,048. Anotei o IBU de cada uma das adições e coloquei numa planilha.

Depois, abri o BeerTools, fui em Receitas > Utilização > Tempo de Fervura e coloquei o modelo do Daniels. Em Correção de Forma deixei como None. Em Correção de Gravidade coloquei Comum.

O BeerTools também tem os outros modelos (Tinseth, Rager, Garetz, Mosher e Fowler). Estou comentando apenas o Ray Daniels, que na minha opinião, é o melhor.

Coloquei todos os dados na mesma planilha, gerando a tabela abaixo:

 

 

b) Comparativo

O que me chama a atenção é BeerSmith calcula zero IBUs para adições a zero minutos de fervura. Como se a gente não fizesse whrilpool e resfriasse a breja com nitrogênio líquido ou chamasse o Superman para dar seu sopro congelante… hahahahaha. Mas em condições normais, nada disso é possível. O BeerSmith tem disponível os seguintes métodos de cálculo de IBU: Tinseth (o mais usado/famoso), Rager e Garetz. Trocando para qualquer um dos 3 modelos, temos zero de IBU também.

Mas o BeerSmith tem uma outra opção para cálculo de amargor desta adição de lúpulo: Steep/Whrilpool. Colocando de 15-20 minutos, o cálculo do amargor está OK.

O problema mais grave do BeerSmith está nas adições abaixo de 10 minutos. Para os 3 modelos (Tinseth, Rager e Garetz) isso ocorre. O IBU do Steep/Whrilpool (21,3 IBUs) é maior que o das adições de 1 e 5 minutos. Qual ocorreu primeiro a adição de 5 minutos ou a do whrilpool???

No BeerTools, usando o modelo do Ray Daniels, o cálculo de todas as adições estão coerentes. Porém, ele pisa na bola quanto ao IBU do Post-Boil, onde calcula zero IBUs. Não adianta mudar a quantidade de minutos do Post-Boil que continua com zero IBUs.

 

c) Conclusão

No quesito cálculo de amargor, recomendamos, sem dúvida, o BeerTools. Usar o modelo do Daniels. Para adições no whrilpool, não usar a opção Post-Boil, mas sim Boil zero minutos. Única ressalva é que não conseguimos deixar o modelo do Daniels como padrão para todas receitas. A cada nova receita temos que mudar para Daniels.

Mas então eu, Matheus Aredes, estou dizendo que o PhD  Glenn Tinseth, que testou sua teoria em laboratório, está errado??? Não..... Estou dizendo que os softwares não estão conseguindo aplica-la de forma adequada.

Tinseth provou que o amargor é inversamente proporcional ao aumento da OG, que pellets dá mais amargor que o lúpulo em flor. Também falou que o lúpulo em contato com mosto quente com densidade de 1,040 por uma hora dá 25% de Utilização e que o mesmo lúpulo em contato com o mesmo mosto por zero minutos dá zero de Utilização. Ele nem chegou a mencionar que após essa fervura temos o Whrilpool e o Resfriamento. A teoria dele foi nua e crua: tempo de exposição ao calor X percentual de Utilização. Porém, é função dos softwares aplicarem sua teoria de forma correta. E nenhum dos dois fez...

Cálculo de Amargor é um item muito polêmico. Só para vocês terem ideia, as cervejarias de grande porte não trabalham com nenhum método de cálculo de % de Utilização porque os processos de produção variam de fábrica para fábrica. Variam também pela densidade e composição do mosto, pelo pH, pela altitude, que influencia a temperatura de fervura. Por conta disso, a VLB Berlim, onde estudei, não se ensina nenhum método de cálculo de % Utilização porque vai variar de cada processo. Na Alemanha, as micro-cervejarias não usam nenhum software para cálculo de cor da cerveja nem de IBU devido ao grande conhecimento dos mestre cervejeiros, que fazem as contas com uma calculadora e folha de papel. No Brasil e EUA, principalmente Brasil infelizmente, se usam os métodos adotados pelos cervejeiros caseiros (BeerSmith). Está lançado o desafio então. Quem vai ser o primeiro a ter um método de cálculo de Utilização aceito pelo mercado das grandes cervejarias, que é o mais exigente?

 

 

2) Cálculo de Cor

 

O cálculo de cor é um tópico muito menos polêmico analisando os dois softwares. Não vimos grande divergências.

O Beer Smith, não dá a opção de escolher entre diversos modelos de cálculo de cor como acontece com o cálculo do amargor. Porém, ele usa o método de Dan Morey.

No BeerTools, vamos em Receita > Modelos de Cor. Podemos escolher entre os modelos: Classic, Morey, Daniels e Nooman.

E qual é o mais correto? Na minha opinião, Morey ou Daniels, que são muito próximos. Então a acuracidade do BeerSmith está OK. O BeerTools vem como padrão o Classic, que não é muito bom. Mudar para Morey ou Daniels. Tem que mudar para toda nova receita porque não fica como padrão.

 

 

3) Interface

 

Quando falamos de interface, falamos de um quesito talvez um pouco pessoal onde pode-se variar muito as opiniões referente ao gosto do usuário.

 

1. Cores

No BeerSmith, existem 3 opções de cor: o azul-calcinha, que vem como padrão, verde, cinza e preto. Mas o azul acaba sendo a melhor. As demais cores não ficam bem.

Eu prefiro as cores mais básicas do BeerTools. Este não traz opção de personalização.

 

BeerSmith com esquema de cores preto.

 

2. Resolução

A resolução da tela do monitor que uso é baixa. Uso de 1024 x 640. Gosto de ver os botões e letras maiores. Nesta resolução, não consigo ver o copo com a cor da cerveja, que fica bem à direita. Nem os indicativos como OG, FG, IBU, cor e álcool, que ficam pouco abaixo do visor. Tenho que ficar sempre rolando a tela para a direita e para baixo sempre que altero um ingrediente e quero ver na nova cor ou álcool ou IBU.

BeerSmith com resolução de 1024 X 640

 

Já o BeerTools me traz toda a informação na mesma tela. O programa ajusta todas as janelas à resolução de tela que escolhi, ficando sem nenhuma barra de rolagem.

 

BeerTools com resolução de 1024 X 640

 

3. Rolagem

No BeerSmith, quando uso em meu Macbook Pro a resolução de tela de 1280 x 800, a largura se ajusta perfeitamente à tela e consigo ver o copo à direita e as informações de estilo logo abaixo tudo numa mesma tela. Porém, quando uso a resolução que gosto (1024 x 640), tenho que usar a rolagem de tela. E quando tenho que fazer isso, a rolagem simplesmente para quando o mouse passa por cima das barras de título que ficam em cor mais clara. Veja exemplo na figura abaixo:

BeerSmith durante rolagem de tela

 

4. Adição dos Insumos

Falando da elaboração da receita, o BeerTools tem uma janela chamada Meus Ingredientes, onde tem os insumos que mais uso. Montar a receita é simplesmente arrastar o malte para a janela dos ingredientes da receita.

No BeerSmith, tem que procurar o malte que se vai usar no meio de todos os maltes existentes.

No BeerTools, se clicarmos com o botão direito em cima do lúpulo, nos dá a opção de duplicar. Útil quando fazemos cervejas que usam o mesmo lúpulo. Não precisa inserir o mesmo ingrediente de novo, só mudar o tempo e/ou quantidade. Já no BeerSmith, clicando com o direito em cima do insumo, não nos dá nenhuma opção.

 

5. Alteração dos Insumos

No BeerSmith, para aumentar a quantidade de um malte ou lúpulo ou alterar o tempo do lúpulo, tem que clicar em cima do ingrediente, abre uma janela pop-up para depois mudar a quantidade e depois clicar em OK.

No BeerTools é mais simples. Clica-se em cima da quantidade do lúpulo e já se pode digitar a nova quantidade. Mesma coisa para o tempo do lúpulo e para a quantidade de malte.

 

6. Ordem dos Insumos

No BeerSmith, na janela de insumos, não conseguimos muito personalizar a ordem dos insumos. Conseguimos apenas clicar nas colunas AMT, NAME, TYPE, #, %/IBU e classificar os itens de forma ascendente ou descendente. Tem que se usar algum critério deste para alterar a ordem dos itens.

No BeerTools, não tem a opção de classificar por ordem crescente/decrescente. Mas se pode alterar a ordem de qualquer item como melhor desejar.

 

 

4) Cálculo de Eficiência

 

Existem dois tipos de cálculo de eficiência: europeia e alemã. Ambos softwares são americanos então usam o modelo americano. Olhando para os dois modelos não existe certo ou errado. Apenas o método que diverge de um para outro. Mas o BeerSmith aumenta ou reduz a Eficiência de acordo com o equipamento, alterando a OG.

Como funciona? Quando trocamos o equipamento usado, 2 itens são alterados em consequência disso: volume da brassagem e Tot Efficiency.

O campo volume é atualizado com o volume do equipamento escolhido. Faz todo sentido. Apenas verifique se é essa a quantidade de cerveja que você pretende fazer.

O segundo item, e o mais importante, é a Eficiência. O software segue um padrão. Sugere 72% de Eficiência para a maioria dos equipamentos e 65% para BIAB. É legal a iniciativa do software sugerir esses valores porque ajuda muito quem está iniciando e não tem ainda muito conhecimento sobre esse tema. Eu só não acho é que devemos dar tanta atenção a esse ajuste de equipamento como as pessoas fazem hoje em dia. Não é apenas o equipamento que influencia na eficiência de uma brassagem.

Outros itens também influenciam a Eficiência:

• Escolha dos maltes → com maior ou menor Rendimento.

• Moagem → fina ou grossa.

• Equipamento de clarificação → bazooka ou fundo falso.

• Método de Mosturação:

➢ Infusão,

➢ Decocção,

➢ BIAB sem lavagem,

➢ BIAB com lavagem.

• Quantidade de água de lavagem → muito ou pouco.

• pH água de lavagem → mais alcalino ou mais ácido.

• pH da Mostura → mais alcalino ou mais ácido.

• pH da Fervura → mais alcalino ou mais ácido.

• Intensidade da Fervura → maior ou menor taxa de evaporação.

• Whrilpool → perdas de líquido no trub quente.

• Resfriamento → perdas de líquido no encanamento/mangueiras.

• Envase → perdas de líquido no processo.

Então, se eu quero ajusta a eficiência do meu software, não faz sentido se apegarmos apenas ao ajuste do equipamento. Todo o processo faz diferença.

O BeerTools tem a opção de ajustar e configurar o equipamento. O equipamento fica mais a titulo de informação. Ele não interfere na eficiência da brassagem.

O que faz sentido pra mim é: fazer a brassagem da forma como sempre fazemos e no final dela calcular a eficiência. Essa é a eficiência de nosso processo de fabricação como um todo em não apenas do meu equipamento. Para as futuras brassagens, usar esse valor de eficiência para o cálculo da receita no seu software BeerTools ou BeerSmith.

 

 

5) Cálculos de densidade e álcool

 

1. OG

O cálculo da OG se dá por uma fórmula muito simples. Usa-se principalmente os critérios do laudo técnico de cada malte feito em laboratório. Ambos softwares têm boa acuracidade neste cálculo.

 

2. FG

A Final Gravity se dá por um cálculo mais simples ainda usando a OG e o % Atenuação digitado no próprio software. Ambos calculam da mesma forma e trazendo bons resultados. Apenas varia o local onde está informação está.

No BeerTools, esta informação está na tela principal do software como mostra abaixo:

 

BeerTools ajuste de Atenuação

 

No BeerSmith, está dentro do próprio fermento. As informações de Atenuação Mínima e Máxima vão ser usadas no cálculo. Clique duas vezes no fermento que abre a janela:

 

BeerSmith ajuste de Atenuação

 

Neste ponto, o BeerSmith é melhor fazendo com que o usuário se preocupe com um item a menos, pois já traz a informação de atenuação do fermento que estamos usando.

 

3. Álcool

A quantidade de álcool se dá em função direta da OG e FG. Os métodos dos dois softwares são idênticos. Ninguém até hoje conseguiu desbancar o que o trabalho do austríaco Karl Balling de 1.868. Estudo este que calcula a variação de peso, volume e densidade da cerveja antes e após a fermentação. Elaborou seu trabalho antes de Carlsberg isolar a primeira cepa levedura pura.

 

 

7) Conectividade

 

1. Backup na nuvem

Ambos softwares oferecem backup de suas receitas na nuvem para pequena quantidade de receitas. Para uma quantidade maior, oferecem uma opção de assinatura anual.

 

2. Celular e Ipad

Na minha opinião, esta é a maior vantagem do BeerSmith perante a seu concorrente. Com a compra do software para mobile, o BeerSmith oferece a opção não só de visualizar mas também de editar as receitas no dispositivo. Com isso é possível a sincronização de suas receitas em qualquer dispositivo.

O BeerTools oferece a visualização (não edição) das receitas que estão na nuvem através do seguinte link a ser digitado num browser de seu mobile: https://connect.beertools.com/app. Fazendo o login, é possível visualizar tudo que está na nuvem.

 

 

8) Calculadoras e Demais Funcionalidades

 

1. Starter

O BeerTools não tem uma calculadora de starter então vamos falar do BeerSmith.

Primeiro ponto que me chamou a atenção foi que ele recomenda 2 viais de fermento líquido para uma Ale com OG de 1,048. Achei demais! Isso só estaria correto se este fermento tiver sido guardado em condições bem precárias.

Outro ponto é o cálculo de células do starter. No software, se colocarmos um vial de WLP 001 California Ale da White Labs, 2L de starter e clicar em clicar em uso de stir plate, ele traz 378 bilhões de células. Até hoje trabalhei com a informação que este mesmo um vial em 2L de starter, gerava 205 bilhões, que vi no livro Yeast do Chris White. Eu não sou Deus pra julgar quem está certo. Brad Smith ou Chris White? Mas eu prefiro ficar com o dono da White Labs.

 

2. Rampas de Temperatura

Ambos softwares conseguimos programar as rampas de temperatura. Em nenhum deles estas rampas escolhidas interferem nos parâmetros da receita (OG, álcool etc).

Um erro é o BeerSmith e BeerTools sugerirem 2,6 L de água por kg de malte. Como vocês já viram minhas palestras, este é um valor incoerente.

 

3. Temperatura de Fermentação

O BeerSmith tem uma aba chamada Fermentação onde podemos registrar as temperaturas usadas e digitar as densidades e calcular a eficiência real da brassagem.

O BeerTools não tem esta funcionalidade. Temos que fazer essas anotações na seção de Notas.

 

4. Funcionalidades exclusivas BeerSmith

• Timer → para a Mosturação e para os tempos de lúpulo.

• Adj Gravity → ajusta a OG da cerveja proporcionalmente aos grãos utilizados.

• Adj Bitterness → ajusta o amargor proporcional ao amargor de cada adição.

• Adj Color → ajusta a cor da cerveja mantendo a OG.

• Hop Age → calcula a degradação dos alfa-ácidos com o passar do tempo.

• Boil Off → cálculo de evaporação de água.

• Adjust Gravity → cálculo da nova densidade de acordo com o acréscimo de extrato de malte em pó ou líquido.

• Weight to Volume → cálculo do volume de mosto dentro do fermentador de acordo com o peso dele.

 

5. Funcionalidades exclusivas BeerTools

• Cor → conversão de cor SRM, EBC e Lovibond.

• Paleta de cores → pode-se visualizar a cor da cerveja de acordo com a cor em SRM escolhida.

• Concentração → conversão entre as diversas unidades de concentração.

• Poder Diastático → conversão entre WK e Lintner.

• Duration → conversão de unidades de tempo.

• Energy → conversão entre as diversas unidades de energia.

• Heat Capacity → conversão entre as diversas unidades de calorimetria.

• Length → conversão entre as diversas unidades de comprimento.

• Mash Thickness → conversão entre unidades de espessura da Mosturação.

• H2O → calcula a expansão/retração do volume da água de acordo com aumento/redução da temperatura.

 

6. Funcionalidades em comum

• Escalonamento → redimensiona os insumos usados na cerveja de acordo com o aumento/redução do volume de cerveja a ser fabricado. Mantém a OG.

• Infusion Tool → indica qual temperatura e volume de água adicionar à Mostura para que a temperatura suba para a próxima rampa.

• Mash Adjust → idem anterior.

• Decoction Volume → calcula a quantidade de água a ser fervida para que a temperatura da próxima rampa seja alcançada.

• Specific Gravity → conversão da densidade entre Plato e SG.

• Weight → conversão de as unidades de massa.

• Pressure → conversão entre unidades de pressão.

• Temperature → conversão da temperatura entre Celsius, Fahrenheit e Kelvin.

• Volume → conversão entre as diversas unidades de volume.

• Water → cálculo da água a ser utilizada na brassagem.

• Hop Bitterness → cálculo do amargor de acordo com o tempo e quantidade de cada lúpulo.

• Dilution → cálculo da nova densidade de acordo com a quantidade de água a ser acrescida.

• Hydrometer → ajuste da leitura do hidrômetro de acordo com a temperatura do líquido.

• Refractometer → conversão da leitura do refratômetro para SG.

• Alcohol & Attenuation → calcula álcool, densidade e atenuação aparentes e reais de cada item.

• Carbonation → cálculo do primming ou da pressão necessária para se atingir a carbonatação desejada.

 

 

9) CONCLUSÃO

 

Desde os primórdios de minha vida de paneleiro usei BeerTools porque foi o que me foi apresentado na época. Me formei cervejeiro e aprendi os conceitos usados. Comprei o BeerSmith para dar aula e ensinar nossos alunos. Fico feliz em ter começado com o BeerTools.

Em termos gerais, fico com o BeerTools. O BeerSmith tem algumas funcionalidades exclusivas que gosto muito. Também tem a facilidade de editar e visualizar as receitas em qualquer dispositivo. Porém, são funções complementares! Considerando as funcionalidades mais básicas, o BeerTools é muito superior. Conseguimos ter cálculo mais preciso de amargor fazendo os ajustes corretos no BeerTools. Também a interface deste traz mais facilidade no dia-a-dia.

Uma pergunta que sempre me fiz foi: “mas por que então o BeerSmith é mais vendido?”. A resposta a isso é clara pra mim. BeerSmith traz mobilidade de poder acessar e modificar suas receitas em qualquer dispositivo. Mas o principal é a estratégia de marketing do BeerSmith. Ele tem BrewWiki, Blog, Podcast, Artigos, Tutoriais entre tantas outras informações úteis aos cervejeiro. O BeerSmith fala com o cervejeiro. Num mundo com informação tão escassa como é o nosso, isso faz muita diferença.

 

Matheus Aredes Bräu Akademie® © Direitos reservados à Bräu Akademie®. Se você quiser reproduzir parcialmente ou integralmente esse material, pedimos a gentileza de nos citar como fonte de informação.